Moonsland: Apresentação do livro

  Como já devo ter referido noutro artigo, comecei a escrever este livro em outubro de 2021. Na altura, não tinha qualquer plano, esboço ou ideia concreta - apenas a vontade de continuar uma sensação recente que me tinha marcado: a de dar vida a personagens, depois de um trabalho de Filosofia que me fez descobrir o quanto eu gostava de criar histórias. Escrever este livro foi, por isso, um salto no escuro. Um salto que demorou dois anos e pouco a aterrar, devido à carga horária da escola, mas que acabou por se tornar numa das maiores conquistas da minha vida. Afinal de contas, tinha acabado de escrever um livro. Um livro a sério. Daqueles que vemos nas prateleiras das livrarias.
  Moonsland é um lugar que não existe no mapa, mas que ganha vida nas páginas - e na imaginação de quem lê. É lá que se desenrola a história do James e da Emily. E é lá que, sem querer, eu acabei por construir uma narrativa que fala muito mais do que aquilo que aparenta.
  A sinopse talvez já diga muito, mas aqui fica:

James é um jovem de 17 anos, diagnosticado com um transtorno neurológico que o torna incapaz de tolerar o toque das pessoas. Contudo, não acreditando no seu diagnóstico, James vai à procura da sua própria verdade.
Emily é uma jovem apaixonada pelo mundo da representação e pela vida. Ao contrário de James, tem dois pais que se preocupam demasiado com os filhos sendo, de vez em quando, sufocantes.
O que acontece quando o caminho de uma rapariga, que se sente uma personagem secundária da sua própria vida, encontra-se com o caminho de um rapaz que procura respostas e alguém que o possa ajudar a ser feliz?

  Apesar de não ter começado com um propósito claro, à medida que fui escrevendo, percebi que queria que este livro servisse como um abraço para quem, como eu, já se sentiu diferente. Quis mostrar que ser diferente não é algo mau, e que mesmo assim podemos encontrar amor, compreensão e lugar no mundo. Ainda que esta não seja uma história didática, acabo por tocar em temas como as
diferenças de tratamento parental, as exigências do crescimento, e a solidão emocional que muitas vezes se sente quando o mundo nos rotula sem nos conhecer.
  A minha ligação emocional com esta história é essa: escrevi algo que eu próprio gostaria de ler. Algo que fosse sincero e com significado. E o facto de tudo acontecer em Moonsland, uma cidade fictícia, acaba por tornar a experiência ainda mais envolvente e especial - como se fosse possível escapar um pouco da realidade enquanto mergulhamos noutra.
  As mensagens de fundo do livro são várias: a empatia por quem é diferente, a coragem para enfrentarmos quem nos diminui, o poder das escolhas, e a importância de termos alguém ao nosso lado durante esse processo de crescimento e descoberta. É um livro sobre pessoas, mas também sobre caminhos. E sobre como, por vezes, precisamos perdermo-nos para encontrarmos algo verdadeiro.
  Se procuras uma história com significado, esta pode ser a tua próxima leitura. No momento que estou a escrever isto, só está disponível no meu wattpad (Link na bio) em português e inglês. E se já leste, talvez descubras ainda mais no próximo artigo, onde vou partilhar o making of - o que está por detrás da escrita, dos bastidores, curiosidades e inevitavelmente... alguns spoilers.

Termino com uma das citações do livro que mais me marcou escrever:

“Conviver contigo é apaixonar-me todos os dias por ti como se fosse a primeira vez.”

Boa leitura!

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