Moonsland 2: Apresentação do livro
Como partilhei num
outro artigo, terminei de escrever o meu primeiro livro em janeiro de 2024 e
ele foi revisto pela minha irmã de consideração em maio. Mal sabia eu que,
pouco tempo depois, estaria a começar o segundo. Comecei a escrevê-lo em junho,
mas, como já mencionei no texto sobre procrastinação, acabei por parar ao
chegar às 15/20 mil palavras. Só em dezembro é que voltei ao projeto,
determinado a terminá-lo. E consegui: dois meses depois, Moonsland 2:
Aluga-se Quarto No Meu Coração estava completo.
Desta vez, o processo foi diferente.
Tive menos dúvidas e mais confiança. Afinal, se já tinha conseguido escrever um
livro, sabia que podia escrever outro. As incertezas que surgiram foram mais
técnicas - perguntei-me várias vezes se as sequências estavam bem ligadas ou se
o ritmo funcionava. E ainda bem que estavam diferentes do primeiro livro. Era
esse o objetivo.
Algo que me orgulho particularmente é
notar a evolução na minha escrita. Está mais fluída, mais rica - sem perder a
simplicidade que me caracteriza - e com descrições mais ponderadas. Foi um
passo em frente, e senti isso a cada página escrita.
É importante referir que, apesar de se
passar também em Moonsland, este segundo livro não é uma continuação direta
do primeiro. Pode ser lido de forma totalmente independente. A única ligação é
a cidade. A minha intenção com esta saga é mais subtil: cada livro partilha
pequenos elementos com outro, criando conexões inesperadas. Por exemplo, Moonsland
1 vai estar ligado ao terceiro livro, enquanto este segundo vai,
provavelmente, ligar-se ao quarto. Não é uma continuação com os mesmos
personagens nem uma linha narrativa contínua - é como um universo onde tudo
coexiste, mas cada história tem o seu tempo e os seus protagonistas. O leitor é
livre de imaginar o que acontece depois, com pequenos teasers espalhados ao
longo dos livros seguintes.
Sinopse
Emma Scott, uma jovem talentosa, acreditava ter
encontrado estabilidade no seu último ano de escola, mas o regresso inesperado
de Tyler Reed, um antigo amor com quem partilha memórias dolorosas e
inacabadas, abala o equilíbrio que pensava ter conquistado.
Ao mesmo tempo, Bryce, o namorado que, em
tempos, representou segurança, começa a revelar um lado que ameaça quebrar a
confiança e o conforto que Emma julgava inabaláveis.
Entre um passado marcado por mágoas profundas e
um presente que oscila entre amor e insegurança, Emma terá de enfrentar os seus
próprios medos e decidir entre um futuro envolto em incertezas ao lado de Tyler
ou um caminho familiar, mas sombrio, ao lado de Bryce.
Uma história de segundas oportunidades,
conflitos emocionais e a luta para encontrar luz nos momentos mais sombrios.
A intenção por detrás da história
Tal como no
primeiro livro, não me interessava escrever apenas um romance. Queria que
houvesse uma mensagem escondida nas palavras, algo que ficasse com o
leitor depois de virar a última página. Neste caso, abordo temas como as segundas
oportunidades, relações desequilibradas, conflitos emocionais
internos, e a força necessária para recomeçar.
Espero que quem leia este livro possa
encontrar alguma resposta - ou, pelo menos, companhia - se estiver a lidar com
situações parecidas às da Emma. Escrevi para quem já se viu dividido entre o
coração e a razão, entre o que conhece e o que teme ou entre o que fere e o que
liberta.
Uma dica para o que aí vem...
Ao contrário do
primeiro livro, este foi desenvolvido também a pensar em quem aprecia os
jogos de sedução típicos dos romances mais famosos. Existe tensão, dúvida,
desejo e, claro, muito crescimento emocional.
Se gostaste do livro, ou ficaste
curioso sobre o que se passou nos bastidores, não percas o próximo artigo: “Moonsland
2: Making of”, onde partilho detalhes sobre a criação dos personagens,
decisões difíceis, cenas que ficaram de fora e algumas curiosidades que podem
mudar a forma como vês a história.
Deixo a frase que mais gostei de escrever:
“Eu acreditava ter alcançado o ápice da felicidade, até me
apresentarem uma nova escala.”
Boa leitura!


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