People pleaser: qual é o preço de querer agradar a todos?
Há quem viva em
função de agradar os outros. Dizem que sim quando querem dizer não, fazem
favores mesmo estando exaustos, elogiam em excesso e evitam confrontos a todo o
custo. A estes chamamos, muitas vezes, people pleasers - pessoas que
procuram constantemente a aprovação alheia, mesmo que isso implique colocar-se
em segundo plano. À superfície, parecem pessoas adoráveis, sem
pre disponíveis e prestáveis. Mas a que custo?
Ser um people pleaser é, na verdade, um fardo disfarçado de virtude. É dizer "sim" por medo de rejeição. É sorrir quando se quer gritar. É oferecer apoio aos outros enquanto se carrega uma mochila emocional que já vai a rebentar pelas costuras. Há uma necessidade de ser aceite, amado e validado - muitas vezes porque, lá atrás, se aprendeu que o amor era condicionado à obediência, à simpatia e ao “bom comportamento”.
O tipo 2 do Eneagrama, conhecido como "O Ajudante", representa bem este padrão. Pessoas deste tipo sentem que o seu valor está no quanto conseguem ser úteis, importantes e necessárias para os outros. Ajudam, cuidam, protegem - mas muitas vezes com um sentimento escondido de “se eu não fizer isto, não vão gostar de mim”. E o problema é exatamente esse: não fazem por querer, mas por medo. E quando o que nos move é o medo, acabamos por nos perder.
E quem convive com estas pessoas? Pode parecer estranho, mas nem sempre é agradável. Eu, pessoalmente, não sou um people pleaser, e já lidei com várias pessoas que o são. E enquanto este tipo de comportamento pode conquistar alguns, a mim só me afasta. Porque eu valorizo a verdade - aquela que, por vezes, dói mas é honesta. Prefiro um “não estou com disposição para sair” do que um “sim, vamos” dito a custo. Elogios forçados também não me convencem; elogiar demasiado só para agradar não me faz sentir melhor - pelo contrário, soa a manipulação ou obrigação.
Quem vive a agradar todos, esquece-se que isso é impossível. Que ao dizer sim a tudo, acaba por dizer não a si mesmo. E que há quem prefira a verdade crua a uma mentira doce.
Ser gentil não é o mesmo que ser submisso. Ser empático não é o mesmo que ser autoanulável. E agradar aos outros só vale a pena quando isso não implica desagradar a nossa própria essência.
No final, ninguém ganha com uma versão fingida de nós mesmos. Nem nós, nem os outros.
E tu… és ou já conheceste um people pleaser?
pre disponíveis e prestáveis. Mas a que custo?
Ser um people pleaser é, na verdade, um fardo disfarçado de virtude. É dizer "sim" por medo de rejeição. É sorrir quando se quer gritar. É oferecer apoio aos outros enquanto se carrega uma mochila emocional que já vai a rebentar pelas costuras. Há uma necessidade de ser aceite, amado e validado - muitas vezes porque, lá atrás, se aprendeu que o amor era condicionado à obediência, à simpatia e ao “bom comportamento”.
O tipo 2 do Eneagrama, conhecido como "O Ajudante", representa bem este padrão. Pessoas deste tipo sentem que o seu valor está no quanto conseguem ser úteis, importantes e necessárias para os outros. Ajudam, cuidam, protegem - mas muitas vezes com um sentimento escondido de “se eu não fizer isto, não vão gostar de mim”. E o problema é exatamente esse: não fazem por querer, mas por medo. E quando o que nos move é o medo, acabamos por nos perder.
E quem convive com estas pessoas? Pode parecer estranho, mas nem sempre é agradável. Eu, pessoalmente, não sou um people pleaser, e já lidei com várias pessoas que o são. E enquanto este tipo de comportamento pode conquistar alguns, a mim só me afasta. Porque eu valorizo a verdade - aquela que, por vezes, dói mas é honesta. Prefiro um “não estou com disposição para sair” do que um “sim, vamos” dito a custo. Elogios forçados também não me convencem; elogiar demasiado só para agradar não me faz sentir melhor - pelo contrário, soa a manipulação ou obrigação.
Quem vive a agradar todos, esquece-se que isso é impossível. Que ao dizer sim a tudo, acaba por dizer não a si mesmo. E que há quem prefira a verdade crua a uma mentira doce.
Ser gentil não é o mesmo que ser submisso. Ser empático não é o mesmo que ser autoanulável. E agradar aos outros só vale a pena quando isso não implica desagradar a nossa própria essência.
No final, ninguém ganha com uma versão fingida de nós mesmos. Nem nós, nem os outros.
E tu… és ou já conheceste um people pleaser?



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