Autoestima: o que é, afinal?
Muito se fala sobre
autoestima. Diz-se que devemos tê-la, cultivá-la, alimentá-la. Mas afinal, o
que é autoestima? É gostar de tudo em nós? É olhar para o espelho e sentir que
somos os mais bonitos da sala? É acreditar que conseguimos tudo o que
quisermos?
A resposta é: não exatamente.
Autoestima é o valor que acreditamos ter, independentemente do que os outros nos digam ou do que tenhamos alcançado. É o reconhecimento interno de que somos suficientes - com qualidades e defeitos, com vitórias e fracassos, com dias bons e dias maus. É diferente de autoconfiança, embora estejam relacio
nadas. A autoconfiança refere-se à fé nas nossas capacidades de realizar algo (como fazer uma apresentação ou passar num exame), enquanto a autoestima tem mais a ver com o nosso sentimento de valor pessoal, mesmo quando falhamos.
Muitas vezes confundimos estes dois conceitos. Podemos ser super confiantes numa área específica e, ainda assim, ter uma autoestima baixa. Também podemos ter uma boa autoestima e ainda assim reconhecer que não somos bons em tudo - e está tudo bem com isso.
No meu caso, por exemplo, diria que a minha autoestima anda mais nos patamares baixos. Há dias em que olho ao espelho e penso "sou bonito", mas noutros… parece que só vejo defeitos. E o mais curioso é que não sinto que seja por falta de beleza, mas sim por falta de experiência. Falta viver certas situações que me façam sentir mais seguro, mais preparado e, talvez, mais visto. E isso afeta a forma como me relaciono comigo e com os outros.
Fisicamente, o acne e o facto de ser muito magro são duas coisas que ainda me incomodam. Não sempre, mas o suficiente para mexer com a minha perceção de mim. Psicologicamente, a tal falta de experiência faz com que a minha confiança oscile, o que interfere nas minhas interações sociais, nos momentos em que quero parecer seguro e bem resolvido… mas não estou.
E este é o ponto: autoestima não é sentir-se incrível todos os dias. É saber que mesmo nos dias em que não nos achamos bonitos, mesmo quando falhamos, mesmo quando nos sentimos fora do lugar… continuamos a merecer respeito, amor e cuidado - principalmente o nosso.
Também é importante lembrar que autoestima não é ego. Não é andar de nariz empinado nem sentir-se superior. Aliás, muitas pessoas que aparentam ter autoestima elevada estão apenas a usar uma máscara de arrogância para esconder o quanto se sentem mal por dentro. Já outras que parecem mais reservadas, podem estar bem consigo mesmas e não sentirem necessidade de provar nada a ninguém.
Outro erro comum é pensar que ter autoestima é gostar de tudo em nós. Ninguém gosta de tudo. Há sempre algo que podíamos mudar - e está tudo bem em querer mudar. A diferença está na razão por trás dessa vontade.
Mudamos porque queremos evoluir, ou porque achamos que só assim vamos finalmente ser aceites? A autoestima saudável nasce quando conseguimos olhar para o espelho, reconhecer o que gostaríamos de melhorar, mas ainda assim saber que temos valor hoje, exatamente como somos.
No fundo, construir autoestima é um processo, como tudo nesta vida. E tal como qualquer processo, envolve tempo, esforço e paciência. Envolve dizer "não" quando sentimos que algo não nos respeita. Envolve aceitar elogios sem questionar a sua sinceridade. Envolve tratar-nos com a mesma gentileza com que tratamos os outros. E, talvez o mais difícil, envolve perceber que o nosso valor não depende do número de experiências que já tivemos, do nosso corpo, da nossa pele, ou do quanto parecemos confiantes.
A autoestima é silenciosa. Não grita nem se exibe. Mas está lá, quando dizemos "mereço ser bem tratado". Quando não nos anulamos para agradar. Quando reconhecemos os nossos progressos, por mais pequenos que sejam.
No fundo, autoestima é gostar de quem somos… mesmo nos dias em que não gostamos tanto assim.
Claro que é fácil falar e que na prática as coisas são mais complexas. Mas as grandes mudanças começam sempre por traçar um plano.
E tu… consideras que tens autoestima?
A resposta é: não exatamente.
Autoestima é o valor que acreditamos ter, independentemente do que os outros nos digam ou do que tenhamos alcançado. É o reconhecimento interno de que somos suficientes - com qualidades e defeitos, com vitórias e fracassos, com dias bons e dias maus. É diferente de autoconfiança, embora estejam relacio
nadas. A autoconfiança refere-se à fé nas nossas capacidades de realizar algo (como fazer uma apresentação ou passar num exame), enquanto a autoestima tem mais a ver com o nosso sentimento de valor pessoal, mesmo quando falhamos.
Muitas vezes confundimos estes dois conceitos. Podemos ser super confiantes numa área específica e, ainda assim, ter uma autoestima baixa. Também podemos ter uma boa autoestima e ainda assim reconhecer que não somos bons em tudo - e está tudo bem com isso.
No meu caso, por exemplo, diria que a minha autoestima anda mais nos patamares baixos. Há dias em que olho ao espelho e penso "sou bonito", mas noutros… parece que só vejo defeitos. E o mais curioso é que não sinto que seja por falta de beleza, mas sim por falta de experiência. Falta viver certas situações que me façam sentir mais seguro, mais preparado e, talvez, mais visto. E isso afeta a forma como me relaciono comigo e com os outros.
Fisicamente, o acne e o facto de ser muito magro são duas coisas que ainda me incomodam. Não sempre, mas o suficiente para mexer com a minha perceção de mim. Psicologicamente, a tal falta de experiência faz com que a minha confiança oscile, o que interfere nas minhas interações sociais, nos momentos em que quero parecer seguro e bem resolvido… mas não estou.
E este é o ponto: autoestima não é sentir-se incrível todos os dias. É saber que mesmo nos dias em que não nos achamos bonitos, mesmo quando falhamos, mesmo quando nos sentimos fora do lugar… continuamos a merecer respeito, amor e cuidado - principalmente o nosso.
Também é importante lembrar que autoestima não é ego. Não é andar de nariz empinado nem sentir-se superior. Aliás, muitas pessoas que aparentam ter autoestima elevada estão apenas a usar uma máscara de arrogância para esconder o quanto se sentem mal por dentro. Já outras que parecem mais reservadas, podem estar bem consigo mesmas e não sentirem necessidade de provar nada a ninguém.
Outro erro comum é pensar que ter autoestima é gostar de tudo em nós. Ninguém gosta de tudo. Há sempre algo que podíamos mudar - e está tudo bem em querer mudar. A diferença está na razão por trás dessa vontade.
Mudamos porque queremos evoluir, ou porque achamos que só assim vamos finalmente ser aceites? A autoestima saudável nasce quando conseguimos olhar para o espelho, reconhecer o que gostaríamos de melhorar, mas ainda assim saber que temos valor hoje, exatamente como somos.
No fundo, construir autoestima é um processo, como tudo nesta vida. E tal como qualquer processo, envolve tempo, esforço e paciência. Envolve dizer "não" quando sentimos que algo não nos respeita. Envolve aceitar elogios sem questionar a sua sinceridade. Envolve tratar-nos com a mesma gentileza com que tratamos os outros. E, talvez o mais difícil, envolve perceber que o nosso valor não depende do número de experiências que já tivemos, do nosso corpo, da nossa pele, ou do quanto parecemos confiantes.
A autoestima é silenciosa. Não grita nem se exibe. Mas está lá, quando dizemos "mereço ser bem tratado". Quando não nos anulamos para agradar. Quando reconhecemos os nossos progressos, por mais pequenos que sejam.
No fundo, autoestima é gostar de quem somos… mesmo nos dias em que não gostamos tanto assim.
Claro que é fácil falar e que na prática as coisas são mais complexas. Mas as grandes mudanças começam sempre por traçar um plano.
E tu… consideras que tens autoestima?



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