Ter ambição é igual a realmente lutar pelo que se ambiciona?
Ao contrário de algumas pessoas que já vi falarem sobre o seu sucesso, eu não pensei nisso até provavelmente ter começado a escrever, que seria por volta dos dezasseis anos. Não sei se ter começado a pensar no futuro foi por me ter aproximado mais da minha irmã de consideração, que escreve este blog comigo, se foi pela idade que me fez ter mais maturidade ou se foi por acreditar que pudesse ter sucesso na literatura. Talvez até tenha sido um conjunto de todos estes fatores.
Como fui obrigado a
fazer dois anos sabáticos, devido a problemas financeiros, decidi usá-los para
realmente trabalhar nos meus projetos, que era quase impossível com a rotina
escolar. Eu espero que estes projetos me ajudem a conseguir alcançar algumas metas
que tenho para a vida - que vou falar um pouco mais à frente - enquanto faço
algo que adoro.
Mas, antes de
começar com projetos como: uma loja online, escrever livros ou até fazer este
blog, eu era daquelas pessoas que reclamava da vida sem tentar realmente mudar
a minha realidade. E isso levou-me a uma questão:
Ter ambição é igual a realmente lutar pelo que se ambiciona?
Tal como eu, tinha
um amigo – que é uma pessoa incrível – que também reclamava da sua realidade,
só que não a tentava mudar, dizendo que não tinha oportunidade para o fazer.
Chegamos a falar em criar uma conta nas redes sociais e postar quotes
diariamente, já que podia dar-nos visualizações e, quem sabe, até
patrocinadores. Mas ficamos sem saber se ia dar certo, porque ele desistiu sem
ter criado um único vídeo.
A minha conclusão é, portanto, que ambicionar é sonhar. Agir é confiar nesse
sonho.
Voltando aos meus
objetivos de vida. Eu questiono-me muitas vezes se não estou a exagerar, mas se
não acreditar naquilo que eu faço, quem vai?
Então, eu acredito que vou conseguir alcançar
todas as minhas metas, das quais:
– Viajar pelo mundo
– Ter uma família
– Ser reconhecido pelos meus livros
– Conseguir proporcionar tudo o que os meus pais sempre sonharam
Se pensarmos bem,
eu não desejo ser bilionário ou ser o melhor jogador de futebol do mundo, então
não é algo que seja quase impossível. Sobre os meus pais, é um assunto para
outro dia, mas quero que eles vivam aquilo que sempre quiseram e não puderam
por causa de problemas financeiros. E, num resumo, quero ter estabilidade
financeira para poder conhecer o mundo e conseguir proporcionar aos meus filhos
as experiências que eu não tive - assunto esse que vai ser abordado com mais
detalhe noutro post sobre os meus objetivos enquanto futuro pai.
Lendo tudo isto,
parece que tento lutar por algo razoável e talvez até nem muito difícil, visto
que tenho a vida toda.
Só que o problema é que eu não sinto que tenho a vida toda.
Eu diria que esta pressão não é tanto exterior, mas mais comigo mesmo, porque
quero fazer tudo isto antes dos 30.
E até pode parecer que isso é bom, e de certa forma é uma motivação extra - que
é - mas também é horrível em muitas situações que me levam a questionar:
Sou ambicioso ou já passei a marca do irrealista?
Esta intenção de
alcançar tudo antes dos 30 deve-se muito à ideia de que, quando tiver filhos,
quero já estar numa fase da vida em que lhes posso dar tudo com segurança e
estabilidade.
Mas também me pergunto:
E quem descobre a sua vocação mais tarde? Será que perdeu a corrida ou só
está a seguir o seu próprio ritmo?



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